Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Martha Medeiros
Vai saber o que essa vida nos reserva, qual o nosso destino, qual o caminho da felicidade, o que é certo e o que não é...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Coração de lagartixa
... penso que talvez um cardiologista seja mesmo a solução para um coração como o meu. Um coração com DNA de lagartixa, que já foi partido e se regenerou mais vezes do que eu pude contar.
(Dez (quase) amores, Cláudia Tajes)
(Dez (quase) amores, Cláudia Tajes)
Ilusões...
(...) Caminhando pela avenida Paulista. De repente, a voz dele:
_ Sou casado.
Eu disse que ele era de família, mas não precisava exagerar.
Casado. Agora eu entendo aquela ansiedade toda. André devia estar apavorado com a possibilidade de ser visto por alguma conhecida, que ligaria para a mulher dele, que apanharia o revólver guardado na gaveta das calcinhas, que tomaria um uísque e um táxi, que entraria no bar e descarregaria a arma em mim, é claro, que mulher traída se vinga na rival e depois de absolvida ainda volta para o marido.
(...)
É muito difícil viver no dia seguinte quando alguma coisa dá errado na noite que passou. Nesta manhã pós-hecatombe, eu vim direto do aeroporto e continuo com a mesma roupa, mas amarfanhada está a minha auto-estima. Tento me concentrar na revisão de alguma matéria desinteressante. O telefone tocando há horas não deixa. Atendo.
_ Queria saber se você chegou direitinho.
André Casado. O responsável pelo estado de putrefação da minha alma ligando para saber notícias. Posso ver todos os planos de nunca mais falar com ele entrando pelo fio do telefone. Não precisa mais de dez segundos para André reconquistar o que não foi dele. Pouco tempo depois, quem diz tchau com uma voz aveludada não sou eu, é uma nova mulher, segura e confiante. Quase uma Marília Gabriela.
(...)
André vem no final de semana. Isso justifica eu estar agora em uma loja relativamente cara fazendo um relativo estrago no meu cartão de crédito. Quase que eu me apaixono por mim mesma com esta saia que acabei de comprar. Se André resistir desta vez, pode me chamar de Delçolina Terezinha.
Dez da noite. Eu e minha saia nova esperamos no aeroporto. Uma vez alguém me disse que eu merecia uma nota oito e meio, mas acho que hoje encostei nos oitos vírgula seis. Nenhum executivo de pastinha, desses que vão e voltam no mesmo dia, passa por mim sem dar uma boa conferida. (...)
O plano de ir a um bom restaurante foi adiado para depois que André conhecer meu apartamento. É contra meus princípios levar um homem que não é meu para dentro de casa, mas André beija mordendo e morde beijando tão bem, que, às seis da manhã, quando ele finalmente vai embora, você pode me chamar de qualquer coisa, destruidora de lares, inimiga das esposas, bug da família, menos de Delçolina Terezinha.
Agora eu funciono em duas graduações: quando ele está comigo e quando ele não está.
Quando André está comigo parece que é sempre Natal. Primeiro porque ele chega cheio de presentes e eu espero com muitos outros. É aquela fase da paixão em que amar é pouco, tem que fazer dívidas, abrir contas, inaugurar carnês. Segundo porque André sempre me encontra de roupa nova e perfume atrás da orelha. Terceiro, porque quando os beijos dele começam e os abraços não terminam, eu tenho a certeza de estar sendo recompensada por ser uma boa menina.
Mas na maior parte do tempo ele não está comigo... Sem André eu não quero sair, não quero cinema, não quero ler, não quero banho, nada disso.
(...)
Quase um ano de namoro como todos os outros, com planos de morar na mesma casa, viajar bastante, ver um vídeo no domingo à tarde. O único problema é que André já faz tudo isso com a mulher dele.
Tanto insisti que acertamos um prazo. Ele vai resolver a situação e passar o final de ano comigo. O melhor final de ano dos meus últimos trinta.
Já aluguei uma cabana em Santa Catarina, o vestido branco está comprado e os champanhes também. Ele vai chegar às cinco da tarde. Pego primeiro o André, depois a estrada. E a cada segundo me pego pensando que finalmente vou viver feliz para sempre com alguém.
Estranho é que desde hoje cedo André não atende meus telefonemas, nem responde meus recados. Não posso ligar para a casa dele, não sei se a mulher já foi ou se está demorando de propósito para fazer as malas. Um alarmista qualquer, obviamente não é meu caso, começaria a desconfiar que algo deu errado.
Eu sou um alarmista qualquer
Algo deu errado.
São quatro horas e eu já estou no aeroporto. Se ele não ligou desmarcando é porque vem. Não existe outra hipótese.
Cinco para as cinco, meu telefone toca.
_ Eu não vou.
Não me pergunte como foi meu final de ano que eu não vi.
Estou levantando neste minuto, quase três da tarde do dia primeiro. Sei que bebi uma garrafa de champanhe quente e fui para a cama.
Engraçado, alguém atirou os livros da estante no chão, virou todas as gavetas, quebrou alguns copos aqui em casa. Não pode ter sido eu, não lembro de ter feito nada disso.
E ontem à noite? Ouvi fogos, explosões, pessoas gritando. Só falta a terceira guerra ter começado.
Aos poucos a amnésia vai passando.
Queria que ela não fosse embora nunca.
Se eu disser que houve uma reconciliação e outra separação e mais uma volta e depois uma briga e outra volta e nova separação, se eu disser tudo isso vai ser só para adiar um pouco mais o fim.
Fim.
(trechos do livro Dez (quase) amores, de Cláudia Tajes)
_ Sou casado.
Eu disse que ele era de família, mas não precisava exagerar.
Casado. Agora eu entendo aquela ansiedade toda. André devia estar apavorado com a possibilidade de ser visto por alguma conhecida, que ligaria para a mulher dele, que apanharia o revólver guardado na gaveta das calcinhas, que tomaria um uísque e um táxi, que entraria no bar e descarregaria a arma em mim, é claro, que mulher traída se vinga na rival e depois de absolvida ainda volta para o marido.
(...)
É muito difícil viver no dia seguinte quando alguma coisa dá errado na noite que passou. Nesta manhã pós-hecatombe, eu vim direto do aeroporto e continuo com a mesma roupa, mas amarfanhada está a minha auto-estima. Tento me concentrar na revisão de alguma matéria desinteressante. O telefone tocando há horas não deixa. Atendo.
_ Queria saber se você chegou direitinho.
André Casado. O responsável pelo estado de putrefação da minha alma ligando para saber notícias. Posso ver todos os planos de nunca mais falar com ele entrando pelo fio do telefone. Não precisa mais de dez segundos para André reconquistar o que não foi dele. Pouco tempo depois, quem diz tchau com uma voz aveludada não sou eu, é uma nova mulher, segura e confiante. Quase uma Marília Gabriela.
(...)
André vem no final de semana. Isso justifica eu estar agora em uma loja relativamente cara fazendo um relativo estrago no meu cartão de crédito. Quase que eu me apaixono por mim mesma com esta saia que acabei de comprar. Se André resistir desta vez, pode me chamar de Delçolina Terezinha.
Dez da noite. Eu e minha saia nova esperamos no aeroporto. Uma vez alguém me disse que eu merecia uma nota oito e meio, mas acho que hoje encostei nos oitos vírgula seis. Nenhum executivo de pastinha, desses que vão e voltam no mesmo dia, passa por mim sem dar uma boa conferida. (...)
O plano de ir a um bom restaurante foi adiado para depois que André conhecer meu apartamento. É contra meus princípios levar um homem que não é meu para dentro de casa, mas André beija mordendo e morde beijando tão bem, que, às seis da manhã, quando ele finalmente vai embora, você pode me chamar de qualquer coisa, destruidora de lares, inimiga das esposas, bug da família, menos de Delçolina Terezinha.
Agora eu funciono em duas graduações: quando ele está comigo e quando ele não está.
Quando André está comigo parece que é sempre Natal. Primeiro porque ele chega cheio de presentes e eu espero com muitos outros. É aquela fase da paixão em que amar é pouco, tem que fazer dívidas, abrir contas, inaugurar carnês. Segundo porque André sempre me encontra de roupa nova e perfume atrás da orelha. Terceiro, porque quando os beijos dele começam e os abraços não terminam, eu tenho a certeza de estar sendo recompensada por ser uma boa menina.
Mas na maior parte do tempo ele não está comigo... Sem André eu não quero sair, não quero cinema, não quero ler, não quero banho, nada disso.
(...)
Quase um ano de namoro como todos os outros, com planos de morar na mesma casa, viajar bastante, ver um vídeo no domingo à tarde. O único problema é que André já faz tudo isso com a mulher dele.
Tanto insisti que acertamos um prazo. Ele vai resolver a situação e passar o final de ano comigo. O melhor final de ano dos meus últimos trinta.
Já aluguei uma cabana em Santa Catarina, o vestido branco está comprado e os champanhes também. Ele vai chegar às cinco da tarde. Pego primeiro o André, depois a estrada. E a cada segundo me pego pensando que finalmente vou viver feliz para sempre com alguém.
Estranho é que desde hoje cedo André não atende meus telefonemas, nem responde meus recados. Não posso ligar para a casa dele, não sei se a mulher já foi ou se está demorando de propósito para fazer as malas. Um alarmista qualquer, obviamente não é meu caso, começaria a desconfiar que algo deu errado.
Eu sou um alarmista qualquer
Algo deu errado.
São quatro horas e eu já estou no aeroporto. Se ele não ligou desmarcando é porque vem. Não existe outra hipótese.
Cinco para as cinco, meu telefone toca.
_ Eu não vou.
Não me pergunte como foi meu final de ano que eu não vi.
Estou levantando neste minuto, quase três da tarde do dia primeiro. Sei que bebi uma garrafa de champanhe quente e fui para a cama.
Engraçado, alguém atirou os livros da estante no chão, virou todas as gavetas, quebrou alguns copos aqui em casa. Não pode ter sido eu, não lembro de ter feito nada disso.
E ontem à noite? Ouvi fogos, explosões, pessoas gritando. Só falta a terceira guerra ter começado.
Aos poucos a amnésia vai passando.
Queria que ela não fosse embora nunca.
Se eu disser que houve uma reconciliação e outra separação e mais uma volta e depois uma briga e outra volta e nova separação, se eu disser tudo isso vai ser só para adiar um pouco mais o fim.
Fim.
(trechos do livro Dez (quase) amores, de Cláudia Tajes)
domingo, 10 de janeiro de 2010
Sobre o Silêncio...
A Voz Do Silêncio -
Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem
(Martha Medeiros)
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
(Clarice Lispector)
Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
(Oscar Wilde)
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
(Martin Luther King)
CONFISSÃO
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
(Mário Quintana)
Há coisas que melhor se dizem calando.
(Machado de Assis)
Não é bom que toda a verdade revele tranquilamente a sua essência; e muitas vezes o silêncio é para o homem a melhor decisão.
(Píndaro)
Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem
(Martha Medeiros)
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
(Clarice Lispector)
Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
(Oscar Wilde)
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
(Martin Luther King)
CONFISSÃO
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
(Mário Quintana)
Há coisas que melhor se dizem calando.
(Machado de Assis)
Não é bom que toda a verdade revele tranquilamente a sua essência; e muitas vezes o silêncio é para o homem a melhor decisão.
(Píndaro)
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